Segunda-feira, Novembro 02, 2009

O TEXTO DE GARCIA

Acrilico com colagem sobre tela de Ainez Rosito
Até 14 de novembro a Arte&Fato está mostrando as pinturas e colagens de Ainez Aranha Rosito. A série denominada ROUPAS E CORES foi vista pelo colecionador Fernando Cacciatore Garcia que escreveu o comentário abaixo:

Uma das alegrias que a arte nos proporciona é quando um artista renova um gênero, um tema, uma técnica, uma expressão artística. De várias maneiras é o que faz Ainez Aranha Rosito com sua exposição “Roupas e Cores”, na galeria Arte & Fato, da Rua São Manuel. Isto porque, em primeiro lugar, Ainez imprime sobre a arte dita naïve ou ingênua fortes marcas de uma individualidade nada ingênua. Nesse tipo de linguagem, geralmente falta aquela pitada de sal que a transformaria no imponderável que é “a arte”, permanecendo, por essa falta, ou no nível da ilustração ou no do “exótico”. Os quadros ingênuos nos agradam justamente por apelarem a uma veia nossa, digamos, simples: a simplicidade do tema, da técnica, do clima que a obra nos desperta. Não é assim no caso de Ainez. Sua técnica é próxima da arte ingênua, mas não o é. Nela se inspira, mas a supera em muitos pontos. O primeiro e mais evidente é o clima altamente poético de suas cordas de roupas secando sob um céu infinito. Sua arte, se comparada a dos poetas, seria a de um “poeta menor”. Mas nossos poetas ditos menores, como o próprio Manuel Bandeira se chamava, chegam a alturas maiores. Os quadros de Ainez são assim. São reminiscências de um tempo antigo, de roupas ao vento, na paisagem. São lembranças de um passado “ingênuo”, como seria o da infância. São o retrato de uma liberdade colorida, exposta ao sol, ao vento, ao pampa. Sim, este, para mim, seria outro ponto em que a arte de Ainez supera as características básicas da arte dita ingênua. Isso porque o Rio Grande está e não está em seus quadros. Nalguns, ainda se vê algum galpão de estância ao longe, alguma mata de eucaliptos, típicas “lá de fora”. Mas a maioria dos quadros só são corda, roupa e céu. Tal como nas estâncias, de nosso passado, individual ou mítico, de nosso Estado, pois, nas cidades, não mais são vistas essas coloridas bandeiras desfraldadas nos quaradores. Ainez reduziu tudo a céu, mais infinito que o pampa, e sobre esse infinito colocou essas roupinhas magistralmente desenhadas, coladas ou pintadas. É uma paisagem rio-grandense, sem sê-lo. Essa sutileza não é naïve, é erudita. Comparando outra vez seus quadrinhos com literatura, a presença do Rio Grande neles é tão sutil quando a do Rio de Janeiro na obra de Machado de Assis. Está presente em sua ausência. Assim, se simples na forma, os trabalhos de Ainez são profundos no conteúdo, altamente poético e tão sutil quando densamente local. À margem dessas considerações gerais, talvez a chave da beleza de seus trabalhos, a que possibilitou abrir esses baús de reminiscências, pessoais e locais, seja a grande feminilidade de seus quadros. Tudo é tão leve, tão ao tempo, tão ao vento, nas cores, nos tecidos, nas rendas, que vemos com facilidade a presença da mão e do coração de uma mulher. E o que é mais, de uma mulher contente consigo mesma, que nos transmite com sua arte um patrimônio comum: a felicidade poética da infância vivida em nossa terra de céus muito amplos. Que lindas são essas cordas cheias de roupinhas bonitas contra o infinito de nosso céu! Finalize-se dizendo que a simpática Galeria Arte & Fato, mais que uma simples exposição, parece que montou uma “instalação”. Sim, porque o conjunto de todos os quadros de Ainez cria uma forte unidade, estabelecendo com isso um ambiente poético, único e nosso, no qual nos vemos imersos, pelo próprio tamanho da galeria, unindo assim o espaço e as obras.

Segunda-feira, Outubro 26, 2009

ELOGIOS PARA AINEZ

Ainez com amigas e André Santos
Martha Fortuna e Balala Campos


Gilda e Cristina Rosito com Decio Presser

Fernando .Garcia, Zenia Aranha da Silveira, José Luis Secco e Cortez



Roupas e Cores de Ainez Aranha Rosito reuniu, na Arte&Fato, muitos amigos da artista que, foram unânimes em elogios para nova série de pinturas com colagens.Fenando C.Garcia saiu da exposição impressionado e horas mais tarde postou um texto na internet.Ainda estiveram por lá Martha Fortuna, Balala Campos,Jose Luis Secco, Carlota e Luis Garcia, Eliane e Lauro Santos Rocha, Gilda e Cristina Rosito ,Mauricio Porto,Ana Zavadil, Andre Santos, Vera Wildner,Ivan Veira, Clarice Aquistapace,Carina Nieto,Zenia Aranha da Silveira,Luzia Fabricio,Maria Helena Rambor,Eduardo Euclides Aranha,Adelia Porto,Rodrigo A.Rosito,Ana Flores, Eloisa Tregnado, Clara Serrano, Flavio Nogueira, Marha Pozueco ,Gustavo Rigon e muitos mais.A mostra prossegue até 14 de novembro.

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

CONVITE AINEZ



Terça-feira, Outubro 13, 2009

ROUPAS E VARAIS

Acrilico sobre tela de Ainez Rosito

Antes de formar-se no IA-UFRGS, Ainez Aranha Rosito havia frequentado cursos de Glenio Bianchetti, Carlos Zilio, Carlos Pasquetti, Eduardo Cruz e Plinio Benhardt.Desde 98 recebe orientação da pintora Vera Wildner responsável pela apresentação da mostra que a artista inaugura na próxima semana,dia 21,na Arte& Fato. Sao 12 acrilicos sobre tela com o tema roupas e varais.Participando de coletivas desde a década de 90,esta é a sua segunda segunda individual e poderá ser visitada até 14 de novembro.

Segunda-feira, Outubro 05, 2009

COMENTÁRIO DE CARLA

montagem fotografica da Fonte

A exposição que termina no próximo sábado,10, originou o texto abaixo de autoria da artista Carla Volkart.


Umbelina Barreto e Flávio Morsch, artistas plásticos, estão com exposição na Arte & Fato em Porto Alegre. FONTE. Eu tive o prazer de ter ido ao vernissage, que foi ontem(23/09), e sugiro a visita.

Mais do que uma simples interferência no espaço da galeria, esta exposição é peculiar em vários sentidos: a instalação realizada traz um clima e uma ambientação que misturam precisa e delicadamente elementos importantes no universo da arte. A ambientação é completa e o clima flui. A complementariedade dos artistas é tal que fica impossível perceber os limites da interação, a menos que perguntemos diretamente aos artistas onde foi que um terminou, e o outro começou sua participação. A inteligência do conceito é inerente ao trabalho e é trilha que nos leva à experimentação de tecnologia (acetatos e acrílicos primorosamente elaborados e realizados), sentidos, interação, curiosidade, sutilezas, questionamentos,espaços, tempos, etc. A performance do "investigador de arte" que circulava pelos visitantes gravando entrevistas muito pertinentes fazia o link para o momento especial do tipo "happening". Vamos ver no que vai dar o conjunto de relatos desta personagem muito bem caracterizada como humanóide pseudo-antiséptico com modelito anti-radioatividade, pelo que senti. Tudo muito interessante. DESENHOS COMESTÍVEIS SOBRE PAPEL eu vi pela primeira vez. Qual a sensação que gera tal experiência? ETC...ETC...ETC... Porém de todas as sensibilizações que os artistas conseguiram na instalação "FONTE", confesso que a que mais me impressiona é a que senti hoje pela manhã quando acordei: A LEMBRANÇA DO MOMENTO.....AMBIENTADO. Uma lembrança deliciosa. Um ambiente prismático envolvente, com gavetas transparentes high-tec incrustradas num pilar feito pedras preciosas, mas também processadas, com delicadas curiosidades pictóricas (até mesmo misteriosas) para manuseios delicados e fluentes. Um convite ao eterno prazer da curiosidade, da comunicação mesmo que não verbal, dos prazeres do convívio com um mundo significativo integrado ao tecnológico que, está para o ser humano, é processado pelo ser humano, e É PARA o ser humano.

A "lembrança" existe diretamente proporcional àquilo que o cérebro aceita, gosta e utiliza para organizações mentais presentes e futuras. A "lembrança" vem do impacto visual, que não precisa ser agressivo ou bombástico. A "lembrança" é tesouro de cada indivíduo. A matéria vai, mas a "lembrança" fica. E fica como FONTE. A se juntar com tantas outras vertentes da Arte, e também a ficar no seu próprio caminho individual refrescando as memórias, e ajudando a limpar e organizar com alegria, estrutura e muita cor nosso famigerado cérebro.....que se quer interior.

Parabéns aos artistas Umbelina Barreto & Flávio Morsch pela eficácia no seu jeito de fazer "arte na Arte".
Carla Volkart

Segunda-feira, Setembro 28, 2009

FOTOMONTAGEM DA FONTE














Umbelina Barreto aproveitou seu vernissage para fotografar e produziu uma série de fotomontagens aqui reproduzidas. A noite contou com performance de Luciane Olzevski,,sorteio de um dos 66 trabalhos expostos uma atmosfera envolvente e surpreendente. A exposição Fonte, nova parceria de Umbelina Barreto e Flavio Morsch proporcionou na Arte&Fato ,um visual sem precedentes e até originou um elogioso texto de Carla Volkart, postado na Iternet. A mostra é uma instalação que exige a participação do público para compreensão de tudo que a concepção sugere.Entre quem conferiu e se surpreendeu ;Paulo Amaral, Beth Mello, Andre Venzon, Vera Pellin, Neca e Raul Cassou, Paulo Chimendes, Ananda Kuhn, Rodrigo Pecci,Adriana Xaplin, Jorge Cheffe, Martha Pozueco ,Flavio Nogueira,Tania Meurer,Gilberto Elias,, Ho Monteiro,Eduardo Sperb, Ricardo e Alexandre Barreto,A exposição permanece na galeria ate 10 de outubro.

Segunda-feira, Setembro 21, 2009

CONVITE DIA 23


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